Diário da Nat: Pelo sim, pelo não, ela escolhe o coração


Quando a primeira paixão da vida dela chegou, disse: “Você é diferente de todas as garotas que conheci”. Para ela, parecia que seria eterna. Parecia certo, um sonho. Era tranquila, legal, divertida.
Mas não durou.
De repente, parecia que não era correta. Que em algum momento algo se perdeu, se quebrou, se desfez. A primeira paixão virou uma mentira: “Nunca mais vou me apaixonar”, pensou.

Até chegar a segunda paixão. “É só ir com calma”, refletiu. Mas ir com calma não era sua praia. Ela não sabe ser serena, nasceu para ter mais sentimentos que gotas no mar. Essa paixão era madura. “Agora sim. Ele é a pessoa da minha vida, nascemos um para o outro”. Ela tinha certeza que iria para o altar.
Mas não foi.
A segunda paixão, de calmaria se tornou tsunami. Sugou corpo e alma e a onda virou chuva, só que de lágrimas. Chorou, chorou, e aí sorriu. “Vou me apaixonar por mim e parar de sofrer por quem não me merece”, concluiu. 



Mas inesperadamente, veio a terceira paixão.
Diferente, engraçada, intensa, animada. A terceira paixão deu a ela a certeza de que daquela vez daria certo. Sorria com o “bom dia”, suspirava com o “boa noite”.
De repente não era mais paixão, porque dessa vez as coisas tomaram um caminho diferente e ela percebeu que não queria mais. Freou. A terceira paixão se foi.

Se entregou a várias paixões. Algumas não merecem palavras, outras nem lembranças.
Se alguma paixão virou amor? Talvez tenha sido. Mas aí ela aprendeu que não se morre disso, porque amar é viver e ela vive de amor.
Esqueça a razão. Pelo sim, pelo não, escolha o coração.
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