05 set

Praticidade! Esta é a palavra que, sem sombra de dúvidas, descreve bem o macacão feminino. A peça é única e acaba por facilitar no dia a dia, visto que não é preciso elaborar combinações, basta pegar e vestir. Agregado a isso, trata-se de um look democrático que combina com ocasiões simples, mas também com eventos mais formais. Além de vestir bem todos os tipos físicos.

Apesar de famoso e da simplicidade da peça, nem todo mundo teve coragem de aderir ao macacão ainda. Mas, o modelo tem ganhado cada vez mais espaço e força em diversos momentos do mercado fashion e, atualmente, tem feito parte até mesmo do dress code de madrinhas de casamento, vindo como opção às principais convidadas de uma cerimônia.

A styling e consultora de imagem Tami Almeida explica que a peça pode ser considerada uma excelente aliada para as madrinhas que desejam usar um toque mais fashionista e sair da zona de conforto em casamentos. “Não há nenhum problema de eles serem usados por elas, desde que a modelagem, escolha do tecido e recorte do modelo sejam acertadas. É válido ressaltar que, nesse quesito, a noiva é quem joga as cartas. É preciso ver suas escolhas com relação ao dress code da cerimônia, afinal, ela é a dona da festa”.

Se a noiva liberar, é preciso refletir algumas coisas antes de escolher o modelo de macacão ideal para o evento. “O primeiro é analisar as condições do casamento, ou seja, horário, local, o dress code pré-definido, entre outras. O look escolhido para um casamento no campo pela manhã, por exemplo, não será o mesmo para uma cerimônia noturna em um buffet”.

Mas, para a especialista, não existe uma fórmula pré-estabelecida ou proibições para a escolha do melhor look. A palavra de ordem é: divirta-se. “Contanto que esteja de acordo com o que o momento pede. Na minha opinião, o ideal seria evitar fendas e decotes muito profundos que podem impedir a movimentação e até mesmo atrapalhar na hora de dançar e curtir a festa, além de poder deixar quem está usando desconfortável”.

Tecidos encorpados são uma boa pedida. “Vale a pena apostar também nos clássicos como organza, cetim, tule, seda, entre outras opções. Tecidos que deixem o look com um ar “desleixado” devem ser evitados. O poliéster é um grande exemplo disso, principalmente por estar presente nas roupas de academia. Além de marcar excessivamente o corpo, ele remete completamente a casualidade”.

Sintéticos também devem ser evitados. “Eles esquentam muito. Já a alfaiataria está liberada, mas é preciso prestar atenção para que a peça não tenha um tom muito formal, porque isso pode fazer parecer que estamos indo a uma reunião de empresa e não a um casamento”.

Os recortes da peça também merecem atenção. “Ele vai depender muito do local e do tipo de festa que a pessoa foi convidada. Cerimônias ortodoxas e religiosas, por exemplo, exigem uma descrição maior. Mas, no geral, é importante evitar decotes, transparências e fendas excessivas e muito profundas, afinal, ninguém quer mostrar demais.

A noiva é quem merece todo o destaque do casamento. Por isso, é de suma importância que a gente pense bem na cor do modelo e, principalmente, respeite as exigências dela no dress code. O ideal é evitar tons claros que podem se aproximar com o braço, que são exclusividade da noiva. A não ser que ela indique isso na paleta de cor das madrinhas, ou peça que os convidados usem o mesmo tom que ela. Mas, no fim, é  importíssimo lembrar que a moda deve sempre estar a nosso favor e ser nossa maior aliada”.