O quão consciente é o seu consumo? Atualmente, a população utiliza 30% a mais dos recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra. Segundo o Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), se os padrões de consumo e produção não diminuírem, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para atender nossa necessidade de água, energia e alimentos. E foi pensando nessa importante e urgente questão que o MMA instituiu o Dia do Consumo Consciente, celebrado hoje, 15 de outubro.

A indústria da moda, infelizmente, tem um grande peso nesse desgaste do meio ambiente. O segmento é o segundo mais poluente do mundo. Dados da BBC mostram que o Poliéster, fibra sintética, leva 200 anos para se decompor. A viscose, tipo de tecido proveniente da celulose, desmata 70 milhões de árvores anualmente. Além disso, para cultivar o algodão, são necessários agrotóxicos e pesticidas que causam impactos negativos ao solo e a água.

Mas, felizmente, algumas pesquisas têm indicado uma mudança no comportamento de parte dos consumidores no que se refere ao mercado da moda. Dados colhidos pelo E-commerce ThredUp, mostram que 59% dos consumidores já esperam que os varejistas produzam roupas de forma ética e sustentável.

moda consciente

Foto: Dual Soul

Algumas iniciativas já permitem o fomento desse consumo consciente. É o caso da plataforma TROC, maior brechó online do Brasil. Sua fundadora, Luanna Toniolo explica que o principal foco tem sido a informação e geração de conteúdo para que os brasileiros entendam a relevância das compras de segunda mão. “O principal gatilho de compra hoje acontece pela oportunidade de preços mais acessíveis. Porém, nossas pesquisas apontam que os compradores se motivam a ter uma primeira experiência com a TROC pelos preços abaixo do mercado, mas voltam a comprar pelo propósito e pela experiência”.

Ela acrescenta que é ideal que toda a indústria se atente a essa questão. “Hoje, no Brasil, o mercado fashion fomenta R$ 200 bilhões por ano. Sabemos ainda que já existe roupa produzida que são suficientes para os próximos 200 anos e que a produção de uma camiseta de algodão sem otimizações tecnológicas – gasta aproximadamente 2.900 litros de água”.

O ideal, em sua opinião, é o mercado ver nesse desafio a oportunidade de trabalhar com peças já existentes. “Recriar seus negócios e suas culturas, de modo a estarem alinhados com as necessidades do futuro. Acredito que a moda que se sustentará será aquela com propósito que concilia qualidade, com se adequar a realidade atual de sustentabilidade que nos é exigida”.

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Nesse ponto, a TROC passa a ser uma aliada do meio ambiente. “Segundo pesquisa realizada em 2018 pelo E-commerce ThredUp, as mulheres utilizam em média entre 20 e 30% dos itens do seu closet. Até então não havia qualquer solução efetivamente completa para a questão: roupa usada no Brasil. Mais do que permitir que todas as usuárias tenham acesso aos produtos que sempre sonharam, a TROC tem como objetivo educar as brasileiras para que cada vez mais apostem na economia circular. A nossa alta taxa de recorrência mostra que estamos no caminho certo. Quem conhece a TROC começa a confiar na roupa de segunda mão, entende que essa é uma alternativa e que a roupa usada não é mais um tabu”.

Para ela, mesmo que o consumo consciente tenha se tornado uma tendência, é necessário um grande empenho para que haja definitiva conscientização da sociedade sobre a necessidade da mudança dos hábitos tradicionais. “Quando falamos em consumo consciente estamos chamando as pessoas para repensarem suas formas de adquirir as coisas. Propomos que o consumo passe a estar de acordo com valores necessários para o bem de todos. Números informativos são cada vez mais abundantes e já não podemos negar que a preocupação com o que será do nosso futuro deve ser uma pauta de todos”.

Consumir consciente é, na opinião da fundadora da TROC, saber que para toda ação existe uma reação/consequência e que devemos estar prontos para ela, seja qual for. “A verdade é que é muito incrível antecipar o futuro e estar à frente de uma plataforma inovadora que anuncia roupas usadas. Acreditamos que essa é a moda do futuro. É a consciência de que estamos reconhecendo a indústria da moda como a segunda mais poluente e que esse ciclo deve ser encerrado”.

  1. Kaila Garcia out 17, 2019

    Amei esse post, é super importante compartilhar sobre a moda consciente. Não compro muitas roupas, mas compro mais do que gostaria porque preciso para criar conteúdo! ❤

    https://www.kailagarcia.com

  2. Kaila Garcia out 17, 2019

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